Comemorações no Condomínio em tempos de Coronavírus

Em situações ‘normais’ as comemorações no condomínio já são alvo de conflitos entre moradores, seja por causa do barulho ou da bagunça feita pelos convidados nas áreas comuns.

Em um cenário de pandemia, o síndico deve estar ainda mais preparado, pois as celebrações podem gerar riscos para a saúde dos condôminos.

Continue a leitura e saiba o que fazer para equilibrar as confraternizações de final de ano com segurança e proteção.

Quais medidas de prevenção são importantes nas áreas comuns

Primeiramente, é preciso estar atento aos decretos do município e do estado. As medidas de restrição vão variar de acordo com o estágio da cidade no mapa de risco da pandemia.

Por isso, é necessário verificar frequentemente o site da prefeitura municipal e do governo do seu estado. Com isso é possível definir o limite de pessoas que podem frequentar os espaços comuns de acordo com a capacidade máxima do local.

É recomendado também evitar o uso de ar condicionado e deixar os ambientes ventilarem naturalmente o máximo possível, abrindo as portas e janelas.

Espalhe informativos com as principais medidas de prevenção, tais como o uso de máscara e distanciamento de pelo menos um metro e meio de outras pessoas.

Além disso, instale dispensers de álcool gel em locais estratégicos, como em entradas e saídas e nos banheiros compartilhados, por exemplo.

Limite o número de pessoas que podem usar as áreas comuns simultaneamente. É aconselhável evitar o uso da piscina durante as comemorações.

Outra recomendação é que as áreas comuns sejam utilizadas no mesmo horário somente por pessoas da mesma residência, com agendamento prévio e tempo limitado de utilização.

Após o uso do espaço o ambiente deve ser higienizado para que os outros condôminos possam usar com segurança.

 

O que pode e o que não pode nas unidades

Não é possível impedir as reuniões familiares nas festas de final de ano. No entanto, é papel do síndico orientar a todos sobre os protocolos de segurança estabelecidos previamente em assembleia.

É recomendado que os condôminos não recebam mais que dez visitantes. Além disso, também é indicado que os moradores não se reúnam com pessoas vindas de outros estados ou países, visando a proteção de todos que convivem no condomínio.

Também é aconselhado que os condôminos adotem uma lista de convidados. Isso é muito importante para saber quem está circulando pelo condomínio, pois caso alguém seja contaminado, é possível notificar os que tiveram contato com essa pessoa.

Além disso, essa lista também serve para controlar o número de visitantes por unidade, para que não haja muitos convidados e aglomeração que possam colocar em risco a saúde dos demais moradores.

Em todos os edifícios existem os moradores que se recusam a cumprir as normas de segurança. Nesses casos, há duas medidas que podem ser tomadas:

  • Diálogo: Uma conversa amigável é sempre a melhor opção para não gerar conflitos e manter a convivência harmônica. Tentar conscientizar o morador sobre a grave situação de saúde que estamos vivendo deve ser a primeira escolha.
  • Punição: Quando o diálogo não surte efeitos, infelizmente, as medidas deverão ser mais rigorosas. Nessa situação o síndico poderá aplicar multas e advertências.

Além disso, vale ressaltar que em casos de perturbação do sossego ou aglomeração que coloque os demais em risco, a polícia poderá ser acionada. Isso é claro, se o condômino não cessar a confraternização irregular por vontade própria.

 

Considerações finais

É muito importante alertar que o síndico não deve fazer deliberações ou estabelecer medidas de restrição sozinho e por livre e espontânea vontade.

Os espaços comuns como o salão de festas, por exemplo, só podem ser impedidos de usar se houver um decreto (municipal ou estadual) que determine isso.

Todas as decisões devem ser tomadas em conjunto com os moradores em assembleia. Caso contrário o síndico está sujeito a sofrer ações judiciais.